o desafio de conquistar um espaço na memória do consumidor

“Diga-me e eu esquecerei. Mostre-me e eu lembrarei. Envolva-me e eu entenderei”. A frase do filósofo chinês Confúcio (551-479 a.C) tem mais de mil anos, mas se encaixa bem em um conceito muito discutido atualmente na área de marketing: a multissensorialidade. Na era digital, onde o fluxo de informações está cada vez mais veloz e dinâmico, o que uma marca pode fazer para ser lembrada pelas pessoas? Como ela pode se tornar mais acessível? As maneiras de aumentar o share of mind (lembrança de marca) estão totalmente relacionadas às experiências oferecidas para o público. E promover experiências com os cinco sentidos do corpo humano pode ser a chave para uma estratégia de marca totalmente diferenciada.

O marketing sensorial é uma ferramenta poderosa para conectar emocionalmente os consumidores através da exploração dos sentidos: visão, audição, olfato, tato e paladar.

Segundo estudos, já é comprovado cientificamente que o ser humano é capaz de se lembrar de 35% dos odores que sente contra 5% do que vê, 2% do que ouve e apenas 1% do que toca.
As fragrâncias exclusivas das grifes de moda, os jingles ou playlists feitos especialmente para as lojas, são exemplos de ações que exploram além do aspecto visual. A finalidade é ganhar um espaço na memória do consumidor, cada vez mais precioso para as marcas. Mas, se por um lado, as empresas precisam de mais esforços para envolver o público atualmente, por outro, elas fazem do mundo high-tech um grande aliado para os negócios. Utilizando as novas tecnologias, as marcas são capazes de criar experiências ainda mais imersivas, universais e sensacionais.

Em 2004, nós dávamos os primeiros passos nesse caminho no TIM Festival, onde projetamos uma estrutura com tecidos pendurados no teto do lounge. A proposta era provocar a curiosidade e estimular o tato e a visão ao mesmo tempo. Já no case Colégio Marista, percebemos no olfato e no paladar a possibilidade de gerar uma relação mais intimista da instituição com os pais dos alunos. Para isso, criamos um chá próprio como brinde em reuniões da comunidade escolar.

 

 

Já com a marca das Paralimpíadas Rio 2016, tivemos a oportunidade de experimentar um logo multissensorial. Queríamos fazer uma marca que pudesse ser sentida e experimentada pelas pessoas, independentemente de suas deficiências, foi possível graças a uma estrutura sensorial que pulsava os batimentos cardíacos. O resultado esperado – de emocionar e envolver – foi obtido quando as mãos tocaram o símbolo 3D e os ouvidos escutaram o coração.

 

 

A multissensorialidade pode ser a ferramenta inovadora para empresas dos mais variados ramos. Um exemplo recentemente é a campanha “Scents Of The City” feita pela Thalys, uma marca francesa de turismo ferroviário. Juntando 752 tubos com fragrâncias de quatro cidades diferentes: Paris, Amsterdã, Copenhague e Bruxelas, a empresa tinha como objetivo fazer com que as pessoas escolhessem os seus destinos através dos cheiros característicos de cada lugar.

 

 

Entretanto, o cuidado que as marcas devem ter é o de não atrelar as boas experiências às memórias ruins.

Você pode estar se perguntando como isso é possível. É importante entender o marketing sensorial como mais um ponto da experiência de marca, ele provavelmente não será efetivo se o ambiente não tiver o que o consumidor considera básico, como:
ar-condicionado, vendedores atenciosos etc.
E você? Tem conseguido envolver seus consumidores através do marketing sensorial? Conta pra gente sua experiência.