marcas contra o preconceito

Você já comprou ou deixou de comprar um produto/serviço após descobrir a razão pela qual a marca o vende? Cada vez mais, a resposta para essa pergunta é “sim”. As marcas já aprenderam o quão valioso é ter um propósito e que não adianta apenas fazer com que as pessoas gostem de um produto. Os consumidores esperam mais das empresas, inclusive saber o que elas pensam e como vão agir perante situações atuais.

Mas quando se fala em reputação da marca, vai além de ser cool e agradável. Fala-se do papel das marcas para desenvolver serviços que mudem o mundo. Os consumidores que, antes, eram apenas clientes, podem se envolver como fãs da marca. Acreditando, seguindo e, ainda mais importante, se envolvendo.

Recentemente, o Airbnb, que já foi envolvido em algumas polêmicas de racismo e preconceito de alguns locadores com hóspedes, deu um grande exemplo de como é possível uma plataforma se posicionar contra o ódio e preconceito. A empresa cancelou hospedagens de participantes que fazem parte grupo neonazista Unite the Right, na cidade de Charlottesville, por considerar antiético o comportamento de extremo ódio e violência dessas pessoas.

Com um espaço no site intitulado “diversidade”, a marca declara: “Construir uma plataforma inclusiva para cada um de nossos anfitriões e hóspedes é o nosso maior objetivo, e estamos sempre trabalhando para melhorar isso”. É um bom exemplo de como cumprir o compromisso prometido com as pessoas. Ou seja, esses eventos específicos podem até influenciar nessas ações, mas para o discurso não se tornar vazio e passar pela visão de oportunista, é necessário que esteja de acordo com o propósito da marca.

Por mais que seja uma tarefa ainda complicada entender e policiar a interação das pessoas no meio digital, é muito importante que iniciativas desse tipo estejam acontecendo e que as denúncias sejam ouvidas. É mais uma prova de que é possível, fazer a diferença no mundo.