o novo modo de consumir

Imagine: você chega em casa com fome, mas percebe que a despensa não tem o que você precisa no momento. Então você pensa que é hora de fazer compras novamente, mas o mercado mais próximo fica a três quadras da sua casa. Enquanto você avalia as possibilidades, uma notificação de um aplicativo de delivery chega: frete grátis na primeira compra. Para satisfazer a necessidade rápida, você decide pedir alguns itens que chegam a sua casa em, apenas, 30 minutos. Após experimentar a novidade, da qual você curtiu a facilidade, decide pedir outras vezes.

Essa situação é facilmente ilustrada na nossa cabeça.

Agora pense na seguinte realidade de compra: “uma impressora móvel emite na hora um voucher com o valor total da compra e o cliente só precisa passar no caixa para fazer o pagamento, sem precisar tirar os produtos do carrinho”. (CAMASMIE, 2012, ÉPOCA NEGÓCIOS). Para a mídia brasileira, há cinco anos, essa seria a realidade dos nossos supermercados em 2017.

 

 

Ambas as tecnologias estão focadas no objetivo final de comprar alimentos. Em 2012, a previsão de revolução para agilizar o processo da maneira como consumiríamos idealizava muito mais um futurismo no ambiente do supermercado. Mas a inovação mais prática, até o momento, veio de uma ideia simples e, obviamente, de uma oportunidade através do digital: o delivery.

A partir disso, apenas poucos supermercados passaram a oferecer o serviço online. Afinal, fazer compras com um toque é mais fácil e cômodo. Enquanto a dinâmica principal da maioria dos supermercados brasileiros permanece a mesma: entrar em um local onde os produtos estão expostos, colocá-los em um carrinho, depois esperar na fila para ser atendido, empacotar e levá-los para casa.

Por outro lado, o mundo online ainda não oferece uma característica principal na compra de produtos alimentícios:

A checagem e a seleção do melhor estado dos produtos para o consumo. O máximo que se pode fazer é confiar em uma pessoa que faça isso por você. É nesse gancho que as marcas podem aprimorar a experiência de compra e tornar os supermercados lugares mais convidativos e prazerosos para uma escolha tão importante na atualidade: o que vamos comer.

 

 

O mercado Future Food District, criado pela empresa de design italiano, Carlo Ratti Associati, mostrou como é possível fazer as pessoas interagirem com as informações do produto: origem, conteúdo nutricional, saber se estão de acordo com a sua dieta. É como se os produtos falassem com o consumidor. Assim, como antigamente, o contato com o padeiro ou o açougueiro gerava aprendizado e personalização do produto. Talvez com o desenvolvimento de ideias nessa linha, daqui a alguns anos, o prazer de ir ao mercado esteja relacionado com a valorização da experiência de contato com a comida.