consumir menos e desfrutar mais

Já parou para pensar em como nos acostumamos a classificar as pessoas – e a nós mesmos, como simples consumidores? “Consumidores classe AB, 18-24 anos”, “Consumidores classe BC, 28-35¨. Assim, acabamos reduzindo a nossa razão de existir. Agimos como se fôssemos cupins e a nossa única função no mundo fosse consumir.

Sim, temos compactuado com essa ideia cotidianamente. Compramos um carro, cujo tempo médio de uso é de 8% num dia e pagamos o ônus inteiro dessa posse apenas para nos sentirmos plenos proprietários do objeto. Acreditamos que consumindo muito seremos mais felizes.

Quando o economista Sergio Besserman disse a frase:

“a ideia de crescer infinitamente num planeta finito ou vem de um débil mental ou de um economista”

Ele certamente estava se referindo à perspectiva de que o planeta tem limites tanto de recursos quanto de espaço para resíduos.

Em 2050, seremos 10 bilhões de pessoas no mundo. Já sabemos que a lógica do hiperconsumo não tem como se sustentar nos próximos anos. E que a transformação de consumidores em desfrutadores vai aliviar radicalmente o peso da produção e da presença dos objetos na nossa vida.

Esse novo modelo já está ganhando forma com algumas ideias inovadoras que convidam a desfrutar no lugar de consumir. Iniciativas como o Bikxi, o primeiro aplicativo de bicicleta compartilhada do mundo, chegou este ano em São Paulo. Para alegria dos paulistas, que encontraram uma nova alternativa em meio ao trânsito, muitas vezes caótico, da cidade.

 

 

Mais do que uma filosofia, esta é uma tendência que certamente levará a uma maior oferta de produtos. Uma nova lógica de relacionamento na qual poderemos desfrutar das coisas e ter acesso a uma diversidade maior de objetos.