sem limites

“O coração não conhece limites”. Esse pensamento foi a síntese que direcionou as emoções que estavam por vir na cerimônia dos Jogos Paralímpicos. Sim, a emoção é a cola mais poderosa que poderia ter sido utilizada para um evento tão especial que estava mostrando ao mundo inteiro a força da perseverança e a superação dos atletas paralímpicos. Depois dessa experiência, tivemos uma percepção inigualável de como o design é, de fato, o agente transformador na vida das pessoas com deficiência. Quanto mais universal ele for, mais as barreiras das limitações são quebradas.

A biônica é uma grande aliada do design nesse âmbito quando desperta soluções inovadoras e inclusivas, inspiradas na natureza para desenvolver melhor outras capacidades das pessoas com deficiência.

Por exemplo, um deficiente visual tem a audição mais apurada que as pessoas que enxergam. Analisando essas condições peculiares de cada grupo, o design pode abrir espaços antes inimagináveis para aqueles com necessidades diferentes.

Por outro lado, a inclusão pode vir a partir de uma iniciativa simples, mas com grande impacto. Recentemente, a Mattel desenvolveu um baralho para o jogo Uno especialmente para daltônicos. Com a ajuda do Color ADD, que usa o simbolismo como forma de identificação das cores, o famoso joguinho está dando passos longos em direção às novas possibilidades, como a ampliação de público, se tornando mais convidativo e garantindo que as cartas sejam desfrutadas por pessoas que vivem no universo desafiador de redução da diferenciação das cores.

É esse tipo de criatividade que o designer precisa. A costura dos conhecimentos deve fazer parte do processo criativo para desenvolver ideias capazes de entregar coisas que as pessoas pensem “como isso não foi pensado antes?”.