marcas com propósito

 

“Onde as necessidades do mundo e os seus talentos se cruzam, aí está a sua vocação”. A citação de Aristóteles gera um bom insight sobre o contexto no qual as empresas estão inseridas atualmente. Os debates sobre igualdade de gênero e de raça estão dominando as discussões e as marcas estão se esforçando, cada vez mais, para entrar como porta-vozes desses assuntos.

Porém, na era da internet, com o público como provável “testador” da autenticidade, o discurso deve ser o mais coerente o possível.

Caso contrário é possível gerar uma crise de comunicação afetando a imagem e a reputação da empresa.

Segundo o livro “Capitalism at the crossroads”, de Stuart Har, 75% das marcas que farão parte do índice S&P 500 (com as ações mais importantes do mercado), em 2020, ainda não foram criadas. É um alerta para as marcas que desejam “sobreviver”: elas terão que gerar valor para a sociedade. Então, como criar uma relação verdadeira do negócio da marca com um propósito? Buscando a natureza como fonte de inspiração, nós destacamos que “responder ao contexto” é uma regra natural para os seres evoluírem.

De frente para esse desafio evolucional, tudo precisa ser repensado: os produtos, os serviços e o estilo de vida das pessoas. A frase de Aristóteles retorna com o total sentido quando pensamos que o propósito será a ressonância dos ativos essenciais da marca para se encontrarem dentro de um contexto. Reconhecendo e se concentrando nas suas principais habilidades, cada uma deve encontrar seu próprio propósito e não se apropriarem de um que não esteja relacionado com sua estratégia. Por fim, fazendo apenas o bem só pelo fato de mostrar que faz o bem, não funciona.

Nesse ponto, o valor da narrativa aplicada é de extrema importância. Todo mundo quer ter uma história para contar, mas ela pode estar aplicada em dois tipos de narrativa: apenas no discurso ou como modelo de negócio (mais próximo do ideal). No sentido mais afastado do esperado, vemos o case recente da C&A que criou uma campanha sobre roupas sem gênero, porém as lojas não receberam as alterações necessárias – continuam separadas em feminino e masculino – fazendo com que a campanha ficasse apenas no discurso.

Aplicada no modelo de negócio, observamos a Ben&Jerry’s que possui uma natureza sustentável.

Muito além do discurso, todo o modelo de negócio foi pensado para gerar valor compartilhado: tanto para os produtores quanto para aqueles que consomem os sorvetes.