o duplo impacto positivo ao cocriar

À medida em que os consumidores procuram pela personalização dos produtos que desfrutam, há um gancho para as marcas cocriarem com os seus clientes. O experimento junto com o consumidor final é capaz de gerar produtos cada vez mais únicos e, principalmente, em harmonia com o meio ambiente. Em contrapartida de uma produção linear, é possível reaproveitar os recursos utilizados na produção dando vida a novos itens e aprimorando a experiência de compra do usuário nos pontos de venda.

A colaboração entre as marcas e pessoas pode surgir a partir de uma simples ideia, mas que seja capaz de gerar um grande impacto para ambos.

Enquanto a tendência é o varejo se expandir para a internet progressivamente, a Adidas desenvolveu a Knit. A loja pop-up tem como foco criar agasalhos com o objetivo de atender às necessidades específicas de cada cliente. Além de colocar o público no centro da produção das peças, a marca vai além na escolha do tricô como material sustentável – que não gera desperdício como as matérias-primas dos produtos tradicionais, que precisam ser cortadas em formatos específicos, por exemplo. A marca ainda utiliza uma impressora 3D para criar os suéteres.

 

Colocando a cocriação na moda como um ponto em destaque – já que a indústria têxtil é a segunda que mais polui no mundo – observamos uma marca que prova como a criatividade aliada ao ativismo pode assumir um compromisso relevante com o meio ambiente e a sociedade.

A Mig Jeans garimpa jeans pelos brechós do Rio de Janeiro e os customiza criando, assim, peças novas e totalmente originais: “o jeans é um tecido rígido, de alta qualidade, dá pra fazer lavagem, pintura, destroyed, aplicações”, explica Mayra Sallie, que fundou a marca junto com as amigas Isa Maria e Luana Depp. De um trabalho na sala de aula do Técnico em Moda, o projeto delas é um dos incubados pela MALHA, um coletivo de moda sustentável que prega essa revolução.