marcas vivas

Para sobreviverem às mudanças, as marcas deverão ser protagonistas na construção de um futuro desejável

Imagine que você tenha uma ocasião especial mas ao invés de comprar uma roupa nova, você tenha a possibilidade de alugá-la e devolvê-la após utilizar. Isso já é possível atualmente através de marcas de moda que já nasceram alinhadas à uma nova era, oferecendo caminhos para diminuir o grande impacto ambiental e social que a indústria tradicional causa. A questão central é: será que sua marca teria capacidade de se adequar às transformações e não perder a relevância?

Primeiramente, é preciso entender o contexto no qual estamos inseridos – composto por outras pessoas, natureza, corporações e governos – e as relações que acontecem entre esses corpos.

Percebemos que o papel das marcas mudou e vai muito além de apenas gerar lucro.

 

Elas são agentes de transformação, feitas de pessoas e para pessoas, a fim de compartilhar valores, crenças e construir um mundo de fato melhor. A indústria alimentícia é um bom exemplo dessa realidade. Cada vez mais as pessoas se importam com a origem e procedência do que consomem. Ao mesmo tempo, a busca por uma alimentação mais saudável fomenta a criação de novas marcas que atendam essa necessidade.

As marcas são organismos vivos e cada uma tem uma forma particular de atuar no mundo através do seu propósito, essência e valores.

A grande sacada está em olhar suas próprias competências, a categoria que pertence e se ajustar ao cenário por meio de uma leitura constante do contexto. Em vez de simplesmente comprarem espaço para falar bem delas mesmas, as marcas precisam ser protagonistas na construção de relações de consumo mais sustentáveis e duradouras.

Por isso dizemos que as marcas vivas são aquelas que atuam no mundo sempre em sintonia entre essa alma e o corpo – que são seus produtos, serviços e experiências que proporcionam. Em outras palavras, procuram fazer a diferença na vida das pessoas, caso contrário não sobreviverão no futuro.