a criatividade não é um dom

Alguma vez você já se viu sentado em frente a uma folha em branco sem saber como começar a escrever um texto? Ou já se perguntou como botar pra frente uma ideia que está há um tempo na cabeça? Essas situações não são atípicas, elas acontecem de forma frequente, inclusive com as pessoas que trabalham na área artística e já desenvolveram outros projetos considerados criativos.

A criatividade não é um dom, como muitas pessoas pensam.

Esse potencial é inerente ao ser humano. No entanto, ainda não existe uma fórmula ou passos certeiros para desenvolver uma ideia criativa. O que prevalece, em certos casos, são princípios que norteiam e direcionam para a evolução das ideias. No último post do blog, o Fred, nosso diretor criativo, comentou detalhadamente como esse processo criativo funciona aqui na Tátil.

Além disso, conversamos com três táteis de diferentes especialidades para conhecer o aprendizado pessoal de cada um, sobre o desenvolvimento de ideias, na área em que atuam. Procuramos entender como eles se organizam e vencem a tal “miopia de projeto”. Vem conhecer algumas dicas e quem sabe, elas podem te ajudar a botar um plano que está na gaveta em prática:

As palavras sob uma nova perspectiva

A Ana Cunha, redatora, explicou que na área de conteúdo, muitas vezes os textos têm que ser materializados através de um processo fundamentado no branding, no cruzamento de ideias, criando metáforas e analogias. Sua dica pessoal para fluir o desenvolvimento dos textos e fugir do lugar comum é traçar um roteiro por onde vai caminhar e depois que já sabe qual será a conclusão, ela começa a escrever: “Eu acho que você tem que olhar para o tema por um outro ângulo. Antes de começar a escrever eu faço um brainstorming com equipe ou até mesmo sozinha. Depois eu tento fazer costuras interessantes, é como seu eu tecesse um universo de possibilidades”, completou.

Ideias colocadas no papel podem destravar outras ideias

O Caê Silva, designer de produto, acredita que para seguir o caminho criativo, as ideias devem ser colocadas em prática, caso contrário, elas podem estar na cabeça apenas travando outras. Ele ainda comentou sobre a importância das referências para ter um bom repertório nas criações “A gente não vai fazer aquilo que a gente pesquisa. Geralmente olhamos as referências para pegar detalhe de uma e detalhe de outra, conceito de um, e no meio disso, adquirimos repertório para fazer uma coisa nova”.

Exercitando a criatividade

O Gabriel Cardoso, da área digital, destacou os nossos processos de imersão, para exercitar a criatividade em cima de um desafio de uma marca: “um caso recente foi o workshop olfativo de Riô, onde a galera interagiu com o contexto da marca, como ela cria, etc”. Sobre a criação de conteúdo para redes sociais, ele comentou que a primeira etapa da produção é pesquisar sobre o assunto que será abordado. Depois, ele sintetiza o principal aprendizado de tudo que leu para criar textos concisos que sejam disruptivos sobre o tema.