Antes de deixar a criatividade fluir

Entendemos o quanto o momento desbravador e estratégico é fundamental. Cada desafio proposto representa que estamos prestes a mergulhar nos mais variados universos apresentados por cada marca, pois, para criar ideias precisas que façam a diferença na vida das pessoas, o processo não é simplista. Para nos aprofundarmos no universo das estratégias de marca, conversamos com a nossa Coordenadora de Estratégia do Rio, Carolina Polli, que comentou sobre o seu processo de mergulho nos jobs e deu algumas dicas de como extrair aprendizados e definir direcionamentos estratégicos em meio a muita informação e à diversidade de assuntos no dia a dia.

 

Manter-se informado e atualizado

Vivemos em um mundo onde as informações surgem e se modificam a todo momento. Manter-se atualizado é essencial para qualquer profissional e, no caso do estrategista, facilita muito o seu trabalho de garimpo e consolidação de informações em meio ao dinamismo das contas trabalhadas e ao tempo curto dos projetos: “É importante estudar e estar sempre atualizado. O conhecimento acumulado nos auxilia no entendimento e pensamento estratégico de uma forma mais rápida e eficaz. Quando não dominamos o assunto, é exigido um trabalho maior com o entendimento de questões básicas. Se existe uma dica de como lidar com o pouco tempo e com tantas contas de segmentos diferentes – como beleza, seguros e varejo – é ‘mantenha-se informado’.”, afirmou.

 

A experiência é o maior conhecimento

Para extrair aprendizados sobre negócio, cultura, mercado e público, nada melhor do que viver cada um desses universos. Para Carol, vivenciar e experimentar ao máximo o projeto também garante uma maior propriedade para o estrategista sobre o assunto: “Uma vez, peguei um job em que o público-alvo eram mulheres de cabelos crespos e cacheados. Sai para entrevistar pessoas que faziam parte desse target. Pude entender o dia a dia de cuidados com os cabelos, as necessidades específicas de cada tipo de fio, e até mesmo, questões mais profundas e emocionais, como empoderamento e orgulho das origens. Foi muito legal e engrandecedor. O mesmo serve para entender a cultura de uma empresa, por exemplo. Nada melhor do que conversar com quem faz e pensa o negócio.”

ECAD é um bom exemplo desse aprendizado. Para reposicionar a marca, ouvimos histórias raras e preciosas, visitamos as sedes de todas as associações, entrevistamos executivos, músicos e veículos e encontramos pessoas apaixonadas por música e pela gestão coletiva como a melhor alternativa para proteger quem faz música.

 

A busca por soluções adequadas

A fase de estratégia também é responsável por delimitar o campo a ser explorado pelas marcas. A estratégia deve procurar responder aos desafios internos e externos do cliente e deve contribuir para a criação de um diferencial que seja competitivo e condizente com o negócio. “Como estrategistas, precisamos identificar e dar direcionamentos adequados a cada marca, tendo em mente todo o negócio, cultura, contexto e mercado. É importante pensarmos no que é apropriado para cada uma delas. Se não é adequado, por mais que seja incrível, talvez não seja estratégico para aquele cliente. Além disso, é crucial que não pensemos somente no caminho que a marca deve percorrer, mas também, quais são os indicadores de resultados que devem ser perseguidos por ela”, completou.