Como uma marca pode evoluir sem perder sua essência? Ao longo do tempo, decisões estratégicas respondem às necessidades de cada momento, mas nem sempre permanecem relevantes diante de um mundo em constante transformação. É nesse movimento que a coerência se torna fundamental para preservar a identidade sem limitar a evolução.
Foi sobre isso que Fred Gelli (CEO da Tátil) falou no Maximídia 2026, numa conversa com Ana Couto, os dois pela primeira vez no mesmo palco.
O ponto de partida foi um estudo da Troiano que acompanhou 1.543 marcas ao longo de três décadas e registrou a queda no número de pessoas dispostas a defender aquelas que consomem. Para Fred, a obsessão por dados e performance encolheu o apetite por risco. A licença para ousar, por outro lado, vem da história verdadeira de cada marca, da sua origem. É dessa conexão que nasce a coerência necessária para evoluir sem perder a essência. Uma questão que, por isso, precisa estar na agenda de quem decide o negócio. Como ele resume, "a marca é sempre um encontro entre o que se promete, o que se entrega e o que cria uma percepção".
No fechamento, a conversa chegou à era da IA: com capacidade de investimento superior à de muitos países, grandes marcas podem assumir um papel protagonista na construção de futuros desejáveis.