Bem-vind_ à edição de Outubro da nossa newsletter!
Mensalmente nos encontramos aqui para trazer as pautas que têm atravessado nossa jornada criativa e que estão reverberando no mundo. Nesta edição, você vai ler sobre uma identidade feita de som, os mascotes que a IA ganhou para parecer menos assustadora, o show que entrou no orçamento, a passagem da hipocrisia ao cinismo e o boom das corridas de rua.
Além disso, na sessão Tátil no Mundo, temos o primeiro episódio do Leadership Transformation, a nossa participação no Festival do Clube de Criação e mais uma celebração para Carrefour Home.
A ideia é seguir o nosso princípio básico de fazer COM e não PARA. Sinta-se à vontade para trazer sugestões, comentar nossos conteúdos e interagir com a gente respondendo este e-mail.
Boa leitura!
Equipe de Comunicação, Marketing e Marca — Tátil

A Fast Company Brasil conta como a nova identidade do Apple Music foi criada a partir do próprio som. Uma equipe construiu um equipamento que transforma áudio em vibração, mergulhou versões em acrílico do logotipo em óleo mineral e filmou a luz refratada nas ondas, e o comportamento do líquido orientou até a composição da nova assinatura sonora. A identidade passa a ser feita da matéria do que a marca entrega, com o processo artesanal visível na forma final.

Big Tech e Labubu? OpenAI, Meta e Anthropic criaram mascotes fofos para seus agentes de IA. A aposta acontece num momento em que, segundo pesquisa da Morning Consult, mais da metade de 1.300 entrevistados vê a IA como ameaça existencial à sociedade, e quase 70% temem perder o emprego para ela. Nome e personagem, recursos antigos do branding, voltam ao centro para tornar familiar uma tecnologia que ainda inspira desconfiança.

O Consumidor Moderno cruza duas pesquisas para medir o peso da música ao vivo nas contas do brasileiro, num ano em que a ida a shows passou de 45% para 51% da população. No levantamento da Serasa com o Mapa dos Festivais e a Opinion Box, 83% dos frequentadores se organizam financeiramente para ir a um evento, e 33% já se endividaram para isso. Estar lá virou projeto, com meta, reserva e, para muita gente, parcelas.

Marina Roale parte do livro Eu mereço, de Paula Sibilia, para descrever a passagem de uma moral da hipocrisia para uma moral do cinismo. O hipócrita descumpria a regra, mas ainda reconhecia sua autoridade, enquanto o cínico questiona se ela deve ser respeitada, e a franqueza passa a valer por si mesma. Sem um chão comum, até a discordância perde onde se apoiar, e é nesse terreno que marcas e instituições tentam hoje ser acreditadas.

Na Exame, Julio Monteiro lê o boom das corridas de rua como um retrato de como o consumidor quer gastar o próprio tempo. As provas oficiais saltaram de 2.827 em 2024 para 5.241 em 2025, 45% dos participantes do ano passado correram pela primeira vez, e os novos clubes de corrida no Strava cresceram cerca de 800% no Brasil. A corrida virou ponto de encontro, e a lealdade passa a nascer no clube que se reúne toda semana, mais do que no patrocínio de uma prova.

O quanto a cultura de uma empresa se revela nas atitudes de quem a lidera? No primeiro episódio do Leadership Transformation, videocast que lançamos com o Vanto Group, Ivan Monteiro (presidente da AXIA Energia) compartilha experiências sobre proximidade, tomada de decisão e o papel da liderança na transformação das organizações. Uma conversa com Pedro Medicis, da Tátil, e Olga Loffredi, do Vanto Group, para quem vive os desafios de liderar em um mundo em constante transformação.

Na 14ª edição do Festival do Clube de Criação, no Memorial da América Latina, em São Paulo, o design conquistou uma categoria própria no Anuário, um passo importante para o reconhecimento do seu papel na construção de marcas e na transformação dos negócios. Participamos da conversa em três frentes. Ricardo Bezerra discutiu o design como cultura, Beto Biscesto, a convite da Monotype, refletiu sobre a criatividade humana na era da IA, e Fred Gelli presidiu o primeiro júri de Design do festival.

Um lar que celebra sua origem! Nosso rebranding para Carrefour Home ganhou bronze no Grand Prix Stratégies du Design, na França, país onde a marca nasceu. O projeto partiu de um olhar para a casa não apenas como categoria, mas como um espaço vivo, diverso, afetivo e em constante transformação, e daí construímos uma Carrefour Home mais próxima e contemporânea, pensada para transformar a seção de casa em um destino por si só.